Entrada da matéria-prima na usina
A recepção da cana-de-açúcar é a primeira etapa do processo industrial de produção de etanol. Nesta fase, a cana colhida é pesada, amostrada para análise tecnológica (ATR — Açúcares Totais Recuperáveis) e descarregada nas mesas alimentadoras. A qualidade da matéria-prima recebida determina diretamente o rendimento fermentativo e a eficiência global da usina.
O sistema CONSECANA (Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo) estabelece os critérios para pagamento da cana com base no ATR (Açúcares Totais Recuperáveis).
O ATR é calculado a partir das análises de: - Pol da cana (PC): teor de sacarose aparente - Fibra da cana (FC): teor de fibra - Pureza do caldo (PZC): relação entre sacarose e sólidos solúveis
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ATR = (PC × 1,0526 × PZC/100 × 0,9050) + (PC × 1,0526 × (1 - PZC/100) × 0,5765)
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Onde: - PC = Pol da cana (%) - PZC = Pureza do caldo (%) - 0,9050 = fator de conversão sacarose → açúcar VHP - 0,5765 = fator de conversão açúcares redutores → etanol
Para maximizar a produção de etanol, é desejável: - Alta concentração de açúcares fermentescíveis (sacarose + glicose + frutose) - Baixo teor de compostos inibitórios (ácidos orgânicos, furfural) - Cana fresca — a inversão da sacarose aumenta com o tempo pós-corte